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Pânico

“O Pânico é Ansiedade máxima em situações inexplicáveis.”

A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente; o que significa que falamos em Pânico quando se sente um nível extremo de Ansiedade.

A Ansiedade é um fenómeno físico de reação à emoção Medo, provocado pela libertação de várias hormonas no sangue pelas glândulas suprarrenais, nomeadamente adrenalina.

Em momentos de Ansiedade, é libertada adrenalina em quantidades abundantes, preparando o organismo para grandes esforços físicos, através de estímulos ao coração, elevação da tensão arterial e do relaxamento de certos músculos e da contração de outros.

 

Causas do ataque de pânico

As causas exatas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora a Ciência acredite que um conjunto de fatores possa desencadear o desenvolvimento deste transtorno, como:

  • Genética
  • Stresse
  • Temperamento forte e suscetível ao estresse
  • Mudanças na forma como o cérebro funciona e reage a determinadas situações.

Alguns estudos indicam que a resposta natural do corpo a situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Apesar disso, ainda não está claro por que é que esses ataques acontecem em situações nas quais não há qualquer evidência de perigo iminente.

 

Fatores de risco

A síndrome do pânico costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeada por alguns fatores considerados de risco, como:

  • Situações de stresse extremo
  • Morte ou doença de uma pessoa próxima
  • Mudanças radicais ocorridas na vida
  • História de abuso sexual durante a infância
  • Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.

Por vezes, como efeito secundário de medicação, drogas ou de debilidades físicas diversas, existe uma libertação de adrenalina em excesso, o que causa um colapso físico que se manifesta através de um estado semelhante a um Ataque de Pânico… Não sendo um ataque de Pânico, é tão traumático como os Ataques de Pânico. As pessoas podem sentir o primeiro episódio de Pânico em qualquer circunstância, como, por exemplo, a dormir, a conduzir, num centro comercial, em casa, entre outras situações.

Assim, quem sofre o primeiro evento traumático, associa inconscientemente os sintomas às circunstâncias onde estava, começando a fugir dessas circunstâncias para evitar sentir os sintomas. Como exemplo, se as pessoas têm um Ataque de Pânico a conduzir, desenvolvem um medo enorme de conduzir; se o primeiro Ataque de Pânico for num centro comercial, vão evitar espaços semelhantes no futuro; se tiverem um Ataque de Pânico e sentirem dificuldade em respirar, vão, no futuro, evitar espaços onde se sintam fechados sem arejamento, entre outras variadas situações normais que as pessoas com esta perturbação se sentem verdadeiramente impedidas de viver.

Quem sofre desta perturbação, sente uma Ansiedade máxima em situações inexplicáveis, não conseguindo identificar os medos que lhes são inerentes.

A maior parte das vezes, as pessoas que sofrem desta perturbação não são corretamente diagnosticadas devido à dificuldade que, muitas vezes, existe em detetar este distúrbio, o que leva frequentemente a pensar que são apenas episódios de Ansiedade simples ou meras fobias.

 

Sintomas

Os sintomas do Pânico podem ser semelhantes a um ataque cardíaco. Os sintomas mais frequentes de um ataque de pânico são:

  • Dificuldade respiratória ou sensação de estar a sufocar
  • Vertigens, instabilidade ou desmaio
  • Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
  • Tremuras ligeiras ou acentuadas
  • Sudação
  • Falta de ar
  • Náuseas, dor de estômago ou diarreia
  • Sensação de irrealidade, estranheza ou separação do meio envolvente
  • Sensações de adormecimento ou de formigueiros
  • Ruborização ou calafrios
  • Dor ou incomodidade no peito
  • Medo de morrer
  • Medo de «tornar-se louco» ou de perder o controlo

Este distúrbio mental erróneo provoca uma Ansiedade elevadíssima todas as vezes que se está perante estas experiências consideradas agressoras. As pessoas perturbadas com esta síndrome são levadas a pensar que têm fobias diversas quando, na verdade, o que sentem é um medo extremo de estar expostas a experiências potencialmente agressoras.

 

Tratamento

Segundo a investigação o tratamento psicológico cognitivo comportamental do pânico tem uma eficácia em cerca de 80% dos casos. Os medicamentos não parecem curar o pânico porque não eliminam o medo das sensações do corpo que desencadeiam o pânico, nem ensinam às pessoas estratégias para lidar com o pânico. Os medicamentos apenas diminuem os sintomas. Outro problema dos medicamentos é que se forem tomados durante semanas ou meses, podem provocar dependência. Também é frequente que os sintomas do pânico reapareçam depois de deixar a medicação.

O tratamento psicológico realizado nas nossas clínicas tem por objetivo ensinar a ultrapassar o medo do pânico e aprender a lidar com a ansiedade e o medo, sem fazer evitamentos. A nossa Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é baseada num protocolo testado cientificamente. Na primeira sessão são avaliadas as crenças associadas ao pânico (ex: “vou enlouquecer, vou desmaiar, etc.”) e a forma como lida com a agorafobia (ex: dificuldade em permanecer em lugares fechados, medo de andar de avião, etc.). Nas consultas seguintes prosseguimos com os objetivos da terapia como: modificar a interpretação distorcida dos ataques de pânico, dos sintomas físicos associados e de uma visão errónea da ansiedade, a resposta hiperventilatória, as reações condicionadas pelos sintomas físicos e das situações de medo e de evitamento. Numa outra fase, prosseguimos com a reestruturação cognitiva, redução da sensibilidade e responsividade sobre pensamentos e sensações associadas à patologia em si, ensinar técnicas de respiração, aumentar da tolerância à ansiedade, reaprendendo formas de pensar e aumentando o sentimento de capacidade de lidar e enfrentar as situações e os sintomas, eliminar o evitamento, exposição situacional e gradual às situações de medo adaptando novas estratégias já apreendidas e a aprendizagem de outras que nos pareçam adequadas ao paciente, tais como a prática de Mindfullness.